quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Tartarugas até lá embaixo - John Green

Título: Tartarugas até lá embaixo
Autor: John Green
Editora: Intrinseca
Ano: 2017
Nº de páginas: 269
Sinopse: Aza Holmes não está disposta a sair por ai bancando a detetive para solucionar o mistério do desaparecimento do bilionário Russell Pickett, mas há uma recompensa de cem mil doláres em jogo, e sua melhor amiga, a destemida Daysi, quer muito botar a mão nesse dinheiro. Assim, as duas vão atrás do único contato que tem em comum com o magnata: o filho dele, Davis.
Aza está tentando. Tenta ser uma boa filha, uma boa amiga e uma boa aluna, mas, aos dezesseis anos, e ainda não encontrou um modo de lidar com as terríveis espirais de pensamento que se afunilam cada vez mais e ameaçam aprisiona-la.
Neste livro arrebatador e sensível sobre amor, resiliência e o poder de uma amizade duradoura, John Green conta a tocante história de Aza, lembrando que a vida sempre continua e que muitas surpresas nos aguardam pelo caminho.



Comecei a ler esse livro na terça-feira dia 04/09 e passei praticamente o dia todo com ele na mão. Sabe aqueles livros que te empolgam e você pensa: "Só vou ler mais um capitulo" e quando você vê já está quase terminando a história? Tartarugas até lá embaixo é sem dúvidas, um desses livros.

Eu já havia escrito esse título aqui no blog umas duas vezes, e ele era o próximo da minha lista de livros para ler no mês de Agosto (que por acaso, eu não consegui cumprir).



Lembram de "A culpa é das estrelas" o livro que contava a história de amor de Hazel e Gus e suas vidas trágicas? Pois então, o livro de hoje é do mesmo autor, o nosso querido e respeitado, John Green. Sinceramente, preciso dizer logo de inicio que essa história também merece virar um filme e que segundo o site Adoro Cinema, a Fox adquiriu os diretos desse livro e então, ele pode SIM ser adaptado para as telonas.

Também preciso contar que, mais uma vez, o autor tratou de alguns assuntos sérios em relação a saúde das pessoas. Dessa vez, o autor tratou sobre TOC - transtorno obsessivo compulsivo - e conseguiu passar os sentimentos de Aza muito bem para o leitor. Eu até me senti um pouco sem ar, desesperada e com uma vontade incontrolável de apertar o dedo médio com a unha do polegar (eu apertei, mas não tive coragem de fazer sangrar, deu medo).

Aza Holmes é uma menina de 16 anos que estuda na White River High School em Índianápolis e que tem TOC. Sua melhor amiga chama-se Daysi e as duas se conhecem desde pequenas, e recentemente, ela ficou obcecada em virar uma detetive por causa de uma recompensa de cem mil dólares por alguma informação que levasse ao paradeiro de Russel Pickett, CEO da empresa Pickett engenharia.

Daysi fica obcecada em encontra-lo e Aza também entra em ação. Isso é tratado como uma brincadeira por Aza mas Daysi leva um pouco mais a sério. As duas sabem que, Davis Pickett é o filho mais velho do magnata fugitivo e lembram que Aza era amiga dele quando ele tinha onze anos e então, como em uma brincadeira as duas começam a investigar e encontram uma pista.

No meio dessa investigação, Aza começa a se aproximar novamente de Davis e os dois vivem um romance um pouco confuso e diferente dos que vemos na maioria das histórias. É diferente porque se trata de um amor sem todos os clichês que são cheios de beijos, sexo e etc. Tem alguns detalhes que impedem os dois de namorar digamos que da "maneira correta" e isso acaba frustrando muito esse relacionamento. E também que esse romance, na história é tratado como um simples acontecimento. O assunto mais frequente na história é de como é a vida de Aza com a doença (TOC) ou melhor, retrata como é a vida de quem tem TOC.

Todos vivem momentos difíceis. Aza perdeu o pai a alguns anos e ainda não superou a dor. Davis perdeu a mãe a alguns anos e agora acabará de perder o pai. Isso não está sendo nada fácil para ele afinal, tem toda a investigação em cima do pai desaparecido, a dor por te-lo perdido, o sofrimento de não saber como ajudar o irmão a se sentir um pouco melhor, o relacionamento com Aza que tem sido lindo porém difícil, e todo o peso do dinheiro e as responsabilidades futuras. Daysi também se vê um pouco frustrada por Aza não dar tanta atenção quanto deveria a amizade das duas mas isso, logo se resolve quando Daysi entende melhor o que é ter transtorno obsessivo compulsivo.

A ansiedade de Aza não melhora em nenhum momento e em todos os episódios que isso acontece ela fica maluca. Ela só queria parecer um pouco "normal" perto de seus amigos e não deixar a espiral de pensamentos se afunilar cada vez mais dentro da sua cabeça, mas, isso se torna praticamente impossível pra ela. As consultas com a Drª Singh parecem não adiantar muito e cada vez que ela vê que a mãe está preocupada, parece que tudo só piora.

Várias ocorrências da história só acontecem por causa da doença de Aza e ela se sente péssima por isso. É uma história bem interessante pra ser lida. O foco principal da história, como eu já disse acima, é a TOC mas também tem amizades verdadeiras, romance, um pouquinho de ação, e outros dilemas.

Sobre o final da história que não posso contar, eu encontrei muitas pontas soltas que podem futuramente serem tratados em uma continuação da história, que eu sinceramente, acredito que não irá ter. Isso seria maravilhoso para nós leitores que adoramos e também para não ficarmos com essas perguntas na cabeça:

- Quais foram as razões (fora a de ser preso) para o Magnata fugir e ir para onde foi?
- O "até logo" de  Aza e Davis significa que eles ficaram juntos ou que não ficaram juntos?
- Sabemos que a amizade entre Aza e Daysi se fortalece cada vez mais, mas a dúvida é, será que elas conseguem ir pra faculdade?
- Aza melhora com suas terapias, remédios e etc? Seu TOC melhora de alguma forma?

São perguntas que ficaram guardadas e não respondidas mas acredito que esse seja o encanto de John Green.

Quotes preferidos: 

"Eu, pronome pessoal no singular, continuaria seguindo em frente, mesmo que sempre numa oração condicional. Mas você ainda não sabe nada disso. Apertamos a mão dele com carinho. Ele retribui o gesto e aperta a nossa. Vocês olham para o mesmo céu, juntos, e enfim ele diz:  Tenho que ir. E você responde: Até logo. E ele diz: Até logo, Aza. E ninguém nunca diz até logo a menos que queira ver a pessoa novamente."

"Mas eu estava começando a entender que a vida é uma história que contam sobre nós, não uma história que escolhemos contar.
A gente finge ser o autor, claro. Não tem outro jeito. Quando as entidades superiores fazem tocar aquele sinal monótono, exatamente as 12h37, você pensa: Agora eu decido ir almoçar, mas na verdade é o sinal que decide. A gente acha que é o pintor, mas é a tela."

"Teria contado que, mesmo na época, Davis e eu não conversávamos muito, sequer nos olhávamos muito, mas que isso não importava, porque estávamos observando juntos o mesmo céu, o que, para mim, talvez seja mais íntimo do que contato visual. Qualquer um pode olhar para você, mas é muito raro encontrar quem veja o mesmo mundo que o seu" 


 Quem já leu, deixem nos comentários suas opiniões e espero que tenham gostado. Indico muito esse livro, vale a pena ler. Beijinhos e até ;)


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