terça-feira, 14 de agosto de 2018

Deserto Azul - Eduardo Veras

Título: Deserto Azul 
Autor: Eduardo Veras 
Editora: Penalux 
Ano: 2018            Nº de páginas: 57 
Sinopse:  Sem o ferro para além do ângulo reto não suportaríamos a evidência do céu. E mesmo os pássaros caem. Mais cedo ou mais tarde. A vitória definitiva da terra. Na turbulência me é dado viver no limiar do céu. À flor da fuselagem. Sem me perder no abismo indiferente do azul. Na turbulência perco a fala e da minha boca nascem as palavras. Poesia. Uma questão de aerodinâmica. Engenharia Espacial. 









Ainda não consegui definir o porquê dessa capa tirar toda a minha atenção. Eu escrevo algumas palavras, e olho pra ela. Escrevo mais palavras e acabo sempre parando o olhar nela. Talvez, me transmita calma, inspiração, vontade de escrever cada vez mais. Ainda não sei.

O que realmente sei, é que não é só a capa faz com que eu me sinta um pouco estranha, mas sim o livro todo. O livro trata de poesias em prosa que do mesmo modo que te fazem sentir os pés no chão, te fazem voar. Voar por um deserto azul infinito da imaginação e da poesia.


"Um passo atrás para ver melhor. Respiro fundo antes da palavra.
 Os meninos mergulham. E vivem. Eu prefiro sobrevoar. E ver.
 Mergulham. E vivem. Eu prefiro sobrevoar. E ver..."




Na maior parte da leitura, os textos falam sobre vôos. Sejam, os aviões, os dentes-de-leão, ginastas, bailarinas e entre outros. É bonito de imaginar, gostoso de ler, e ainda sim... a cada palavra que escrevo sinto milhões de sentimentos diferentes e acredito que isso irá continuar a cada vez que eu olhar pra esse livro na estante. Talvez, eu apenas precise desabar o corpo no chão e olhar para o céu e tentar descobrir quais são esses sentimentos. Chega a ser engraçado sentir milhões de coisas somente por ver um livro. 


Me identifiquei muito com muitas palavras escritas nele. O que mais gostei de ler e que até copiei em uma folha qualquer do meu caderno, vou mostrar abaixo.

                                                                      "DESASTRE

Quero celebrar tropeços, percalços, panes aéreas, paradas cardíacas. O despedaçamento das asas. Quero celebrar falhas mecânicas, falta de ar, frio na barriga. O voo raso da pedra chutada. O entrelaçamento de pernas, braços e troncos o balé espiralado do corpo que cai. Graciosamente. Poeticamente. Para o encontro com o chão parecer aterrissagem. Como se ainda houvesse asas e trem de pouso."


Um livro que vale a pena ser lido, amado e colocado no melhor lugar da sua estante. Ao mesmo tempo que me trouxe sentimentos estranhos, esse livro me deu vontade de escrever cada vez mais, de viver a vida com mais intensidade, de arriscar e de sonhar alto. Ele é pequeno mas possui uma intensidade enorme.

Pra saber mais sobre o livro vocês podem compra-lo pelo site da Editora Penalux. Porque, acredito que os meus sentimentos em relação a ele podem ser diferentes de uma pessoa pra outra. Ficam aí duas perguntas: alguém ai já leu? Quais foram os sentimentos que brotaram de dentro de vocês no momento em que começaram a ler?

Deixem a resposta nos comentários, ou nas redes sociais. Beijinhos e até ;)

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